quinta-feira, 21 de junho de 2012

Exército entrega obras do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco em Cabrobó

Publicação: 20/06/2012 20:40 Atualização: Jornal do Comércio

Nesta quarta-feira (20), após terem sido investidos R$ 143,2 milhões, o Exército Brasileiro entregou as obras do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco ao Ministério da Integração Nacional, em Cabrobó, no Sertão de Pernambuco.

Um canal de aproximação com 2.080 metros, entre o rio São Francisco e a primeira estação de bombeamento (EB1), com profundidade de 8 a 14 metros foi concluido. A barragem Tucutú, com 1.790 metros de extensão, possui 22 metros de altura e capacidade de captação de 25 metros cúbicos de água. Previsto para ser concluído em 2015, o Eixo Norte vai beneficiar mais de 7,1 milhões de pessoas nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

As obras começaram há cinco anos e foram executadas diretamente pelo 2º Batalhão de Engenharia de Construção pertencente ao 1º Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Nordeste. As estruturas foram concluídas em maio deste ano e cerca de 1,8 mil pessoas, entre militares e civis, trabalharam na construção.

Na cerimônia de entrega das obras em Cabrobó (PE), o secretário de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional, Francisco Teixeira, falou dos prazos de entrega do restante da obra e das medidas para agilizar a conclusão do Projeto São Francisco. Os serviços remanescentes de alguns contratos paralisados estão sendo reativados e novas licitações para, até o final de setembro, serão feitas. A previsão é concluir o Eixo Norte na sua totalidade até o final de 2015, e o Eixo Leste até o final de 2014.

Projeto de Integração do Rio São Francisco - Vai levar água para 12 milhões de pessoas em 390 municípios dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. É uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sob responsabilidade do Ministério da Integração Nacional. As frentes de serviço nos dois eixos do projeto (Leste e Norte) chegam a 700 km de extensão, incluindo canais, barragens, estações de bombeamento, aquedutos e túneis. Ainda em 2012, as diversas estruturas serão testadas num projeto piloto de 16 km em Floresta (PE).

sábado, 10 de março de 2012

Custo da transposição do São Francisco tem aumento bilionário

O projeto, que inicialmente era orçado em R$ 4,6 bilhões, agora custa 77,8% mais caro: R$ 8,18 bilhões, de acordo com o relatório do Ministério do Planejamento. Diante da estimativa anterior de R$ 6,85 bilhões, feita em 2011, o reajuste é de 19,4%.

PAC 2 tem 21% de seu orçamento executado em 2011, diz governo

O governo diz que as alterações são resultado do melhor detalhamento das obras pelos projetos executivos e de mudanças na metodologia de acompanhamento.

Em 2011, o PAC 2 teve R$ 204,4 bilhões executados, de um total de R$ 955 bilhões previstos até 2014. Isso significa que 21% do orçamento do programa foi executado no ano passado.

Segundo balanço de um ano da segunda etapa do programa, divulgado na quarta-feira (7) pelo Ministério do Planejamento, a maior fatia do dinheiro foi para financiamento habitacional: R$ 75,1 bilhões. Foram R$ 60,2 bilhões executados por empresas estatais, R$ 35,3 bilhões pelo setor privado, e R$ 20,3 bilhões são recursos do Orçamento Geral da União.

Leia a reportagem completa na Folha deste sábado, que já está nas bancas.


Editoria de Arte/Folhapress

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Ministro Fernando Bezerra apresenta pela 1ª vez metas do governo para Transposição


27/02/12 - 08:48 - Atualizado em 27/02/12 - 15:08




“Esta é uma obra histórica e modificará o rumo do semi-árido do Nordeste” comentou

O Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, abriu o Seminário Transposição – O que fazer quando a água chegar?, que acontece no Hotel Hardman. O evento é uma iniciativa do Grupo WSCOM, através da Revista NORDESTE, com apoio do Ministério da Integração. Durante sua apresentação, o ministro destacou que está é a primeira vez que o governo apresenta as metas da obra. Com auditório superlotado, o seminário contou ainda com palestras da presidenta da AESA, Ana Torres, do senador Cássio Cunha Lima, arcebispo da Paraiba, Dom Aldo Pagotto e do presidente da FAMUP, Buba Germano, além de deputados, vereadores, secretários de governo, prefeitos, etc.

O diretor presidente do Grupo WSCOM, jornalista Walter Santos, fez a abertura do evento e destacou a importância deste tipo de discussão. "A Revista NORDESTE e o Grupo WSCOM vão estar sempre protagonizando estas discussões que visam o desenvolvimento da Região e da Paraíba".

"Está apresentação foi feita a presidenta Dilma em Floresta-PE, mas lá não tinha a presença da imprensa", declarou.

Bezerra revelou que 1/3 da obra já está realizada e que os próximos 2/3 devem ser concluídas nos próximos três anos. No eixo norte que abrange a Paraíba na cidade de São José de Piranhas, o ministro revelou que foi o trecho que enfrentou mais problemas na execução do projeto original e por isso, o governo decidiu encerrar o contrato e abrir nova licitação. "Esperamos reiniciar este trecho até o final deste primeiro semestre".

Ele destacou que na Paraíba 127 cidade serão beneficiadas pela Transposição e mais de 2,6 milhões de pessoas serão atingidas.

Confira as metas do governo federal para a Transposição para o ano de 2012:

- Conclusão da retomada das obras: remobilização dos lotes 1, 2 e 10 (jan) e lotes 9, 12 e 13 (fev)

- Contratação das obras do Lote 5 em abril (já em licitação)

- Conclusão da Meta 1 (projeto piloto) no 4º trimestre (captação até Barragem Areias em Floresta/PE)

- Constituir o ente Operador e Aprovar o Plano de Gestão Anual (PGA)

- Realizar a licitação dos serviços remanescentes:

Eixo Leste (220 km):

Meta 1 (16 km) – projeto piloto: 1º trimestre (captação – Barragem Areias/PE)
Meta 2 (167 km) – 1º trimestre (Barragem Areias/PE – Barragem Barro Branco em Custódia/PE)
Meta 3 (34 km) – 2º trimestre (Barragem Barro Branco/PE – Barragem Poções em Monteiro/PB)

Eixo Norte (402 km):

Meta 1 (141 km) – 1º trimestre (captação – Barragem Jati em Jati/CE)
Meta 2 (29 km) – sem serviços remanescentes
Meta 3 (82 km) - 3º trimestre (Barragem Porcos – Barragem Caiçara em São José de Piranhas /PB)

Ramal do Agreste/PE: publicação do edital no 1º trimestre

Publicação do edital para recuperação dos açudes que receberão as águas do PISF

APOIO - O seminário contou com a participação do SEBRAE/PB e da Assembléia Legislativa do Estado.


da Redação
WSCOM Online

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Transposição: Dom Aldo Pagotto cobra ações do Governo do Estado e Prefeituras

Arcebispo é um dos particpantes do seminário ‘Transposição do São Francisco - O que Fazer Quando a Água Chegar?’

Na próxima semana, no dia 27 de fevereiro, acontece em João Pessoa o seminário ‘Transposição do São Francisco - O que Fazer Quando a Água Chegar?’. Durante o encontro, estarão presentes o Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho; o Arcebispo da Paraíba e presidente do Comitê Pró-Transposição das águas do Rio São Francisco, Dom Aldo Pagotto; senador Vital do Rêgo; secretário do Estado dos Recursos Hídricos, João Azevêdo; diretor presidente da Agência Nacional das Águas, Vicente Andreu Gillo; e o senador Cássio Cunha Lima.

Programação

De acordo com a programação do evento, o segundo painel será presidido pelo Arcebispo da Paraíba, e terá como tema ‘Mobilização Social: Dificuldades x Reforço cobrando soluções’. Dom Aldo declarou o prazer de fazer parte do seminário, e destacou que é muito importante que a população seja envolvida nesse processo.

Sobre o Comitê Pró-Transposição, Dom Aldo revelou que ele não tem poder de decisão, poder político ou econômico: “Nossa função é entusiasmar e fazer com que o poder público se envolva nesse processo de vinda das águas do São Francisco, preparando a infraestrutura necessária para isso”.

“As águas não devem ser usadas apenas para abastecer as casas das pessoas, e sim para promover também o crescimento dessas cidades através de projetos para o desenvolvimento da agricultura, entre outras áreas”, explicou.

A respeito do atraso das obras de transposição, Dom Aldo Pagotto, disse que a Paraíba não está cumprindo o seu “dever de casa”, e chamou a atenção do Governo do Estado e das Prefeituras. “É uma vergonha para a Paraíba. Assim com o Estado, os municípios também têm responsabilidade por esse atraso”, finalizou.


da Redação
WSCOM Online

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Transposição do São Francisco e Transnordestina dão o traçado para o futuro da região

Por Juliana Aragão
Da redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BRO objetivo: a assegurar o fornecimento de água a cerca de 12 milhões de habitantes de 390 municípios do Agreste e do Sertão dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, considerados os mais vulneráveis à seca, e assegurar o desenvolvimento sócio-econômico da região. Se a meta já impressiona, o projeto assume uma magnitude comparável a poucas obras de infraestrutura no Brasil. A transposição do rio São Francisco, cuja função é integrá-lo às bacias dos rios temporários do Semi-árido, pretende criar uma nova rede de distribuição da água do Velho Chico, interligando-o aos grandes açudes do Nordeste Setentrional.

O projeto é orientado em duas frentes: os chamados Eixo Norte e Eixo Leste. Em Pernambuco, os Eixos Norte e Leste, ao atravessarem o seu território, servirão de fonte para adutoras já existentes ou em projeto, responsáveis pelo abastecimento de populações do Sertão e do Agreste: Adutora do Oeste, Adutora do Pajeú, Adutora Frei Damião e Adutora de Salgueiro.

Rio da integração nacional, o São Francisco, descoberto em 1502, foi assim batizado por ter sido a ligação inicial do Sudeste e do Centro-Oeste com o Nordeste. Desde as suas nascentes, na Serra da Canastra, em Minas Gerais, até sua foz, na divisa de Sergipe e Alagoas, ele percorre 2.700 km. Ao longo desse percurso, que banha cinco estados, o rio se divide em quatro trechos: o Alto São Francisco, que vai de suas cabeceiras até Pirapora, em Minas Gerais; o Médio, de Pirapora, onde começa o trecho navegável, até Remanso, na Bahia; o Submédio, de Remanso até Paulo Afonso, também na Bahia; e o Baixo, de Paulo Afonso até a foz.

Atualmente, 95% do volume médio liberado pela barragem de Sobradinho no rio - 1.850 metros cúbicos por segundo - são despejados no oceano e somente 5% são consumidos ao longo do seu curso. Nos anos chuvosos, a vazão de Sobradinho chega a ultrapassar 15 mil metros cúbicos por segundo, e todo esse excedente também vai para o mar. Com a integração do Rio São Francisco às bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional, o Governo Federal espera, além de estruturar o abastecimento na região, fomentar atividades econômicas, especialmente a irrigação no Vale do São Francisco – grande produtora de frutas para exportação e geradora de emprego e renda - cuja área irrigada pode ser expandida para até 800 mil hectares.

O Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional é considerada pelo governo como a mais importante ação estruturante da política nacional de recursos hídricos.

Mapa/divulgação Imagem: Mapa/divulgação

Extensão Cerca de 700 km
Investimento R$ 6,8 bilhões
Eixos Norte – captação em Cabrobó (PE), percorrerá 402 km até os rios Salgado e Jaguaribe (CE), Apodi (RN) e Piranças-Açu (PB/RN). Conclusão: dezembro de 2015.
Leste – captação no lago de Itaparica, em Floresta (PE), percorrerá 220 km até o rio Paraíba (PB). Conclusão: dezembro de 2014.
Situação das obras Dos 16 lotes existentes, 10 estão em atividade. Dos 6 restantes, o 9 e o 13 devem ser remobilizados em fevereiro; o 3 e o 4 terão os contratos rescindidos; e o 5 está em processo de licitação.
Fonte: Ministério da Integração Nacional

Do Sertão até o mar

De um lado, uma intensa produção agrícola e mineral. Do outro, a mais de mil quilômetros de distância, dois grandes portos profundos capazes de escoar milhões de toneladas de matérias primas e gêneros alimentícios para exportação. No meio deles, uma ferrovia que nasceu com o intuito de dar início a um longo ciclo de desenvolvimento para o Nordeste. Essa é a função da Transnordestina, cujo percurso vai ligar o município de Eliseu Martins (PI) aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), chegando até Porto Real do Colégio (AL), onde se interligará à Ferrovia Centro-Atlântica. No percurso, de 1.728 quilômetros, estão várias cidades e polos produtores, especialmente de soja, milho, algodão, frutas, biocombustível, minério de ferro e gipsita.

CFN/Divulgação Imagem: CFN/Divulgação

As projeções da ferrovia apontam para o transporte de cerca de 27 milhões de toneladas em 2020. A construção foi iniciada em 6 de junho de 2006 e sua conclusão do primeiro trecho prevista para este ano.

As obras, orçadas em R$ 5,4 bilhões, já têm 98% das desapropriações concluídas e 65% das obras de arte e infraestrutura (pontes, túneis, viadutos, aquedutos) finalizadas, segundo a Transnordestina Logística, responsável pela sua construção. No trecho entre Eliseu Martins e Suape, mais de 40% da obra já está executada.

Até janeiro, foram executados R$ 3 bilhões do total de recursos estimados. O dinheiro é oriundo de várias fontes de financiamento, incluindo FNDE, Finor, BNDES, BNB, Valec e recursos próprios da Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN).

Extensão 1.728 km de construção / 560 km de recuperação / Total: 2.288 km
Investimento previsto 2007-2010 R$ 5,42 bilhões
Fonte de financiamento FDNE/Sudene 2.672.400.000
FNE/BNB 180.000.000
Finor 823.000.000
BNDES (financ. à CSN) 675.000.000
CSN 681.600.000
BNDES 225.000.000
Governo federal 164.600.000
Total 5.421.600.000
Empregos Durante a construção: 70 mil
Total: 550 mil (diretos e indiretos)
Trechos previstos Missão Velha (CE) / Salgueiro (PE) - construção - 96 km
Salgueiro (PE) / Trindade (PE) - construção - 163 km
Salgueiro (PE) / Suape (PE) - construção - 522 km
Missão Velha (CE) / Pecém (CE) - construção e remodelagem - 527 km
Trindade (PE) / Eliseu Martins (PI) - construção
Cabo de Santo Agostinho (PE) / Porto Real do Colégio (AL) - recuperação - 560 km
Em operação,
a Transnordestina Logística terá
110 locomotivas (em 2020)
2.700 vagões (em 2020)
900 mil toneladas de capacidade estática de armazenagem para grãos nos terminais portuários de Suape e Pecém
Principais cargas Álcool, Algodão (caroço e pluma), Argila, Arroz, Biodiesel, Cal, Cimento, Contêineres, Diesel, Farelo de soja, Fertilizantes, Gasolina, Gesso, Gipsita, Milho, Óleo de soja, Soja, Minério de ferro
Fontes: Balanço de 2 anos do PAC, Ministério da Integração Nacional e Transnordestina Logística S.A.