segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Padre Djacy Brasileiro visita obra da transposição e fica chocado.
O nó da transposição na Paraíba
Devo isso ao deputado Assis Quintans e ao magnífico relatório que ele produziu sobre visita realizada entre os dias 4 e 7 de setembro passado às obras dos eixos Leste e Norte, que vão nos abastecer de água do Velho Chico via Cariri e Alto Sertão, respectivamente.
Já sobre a situação atual das Várzeas de Sousa, impressionou-me viva e positivamente escrito da lavra do engenheiro Fernando Catão, atual presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A avaliação do conselheiro faz parte do material que pedi e o deputado gentil e diligentemente me forneceu.
Quintans foi ver como está e pode ficar a integração do São Francisco às bacias paraibanas por designação da nossa Assembleia Legislativa. Ele liderou comitiva de inspeção às obras, que apresenta trechos parados, alguns em andamento e outros que nem começaram. Formavam a comitiva 19 pessoas, entre autoridades e técnicos federais, estaduais e municipais, assessores e jornalistas.
O grupo, ao qual o próprio Catão se integrou, percorreu quase 2 mil quilômetros em quatro dias. O que esse pessoal viu o deputado reuniu em trabalho de primeira qualidade, tanto na forma como, principalmente, no conteúdo. Um conteúdo capaz de deixar qualquer paraibano bastante preocupado.
No caso deste colunista, a preocupação volta-se mais para o futuro do que para o presente da obra como um todo, apesar das paralisações, inadequações e obstáculos levantados por Quintans e seus companheiros de jornada.
Temo, sinceramente, que falta de compromisso ou de capacidade do Governo do Estado e de governos municipais bote a perder tudo que se espera das águas do São Francisco nas terras secas da Paraíba. Esse é o nó, o maior talvez a ser desatado internamente nos próximos três anos, quando toda a obra deverá ser concluída.
Pra vocês terem uma ideia, é preciso urgentemente despoluir o Rio Paraíba e o Açude Poções, de Monteiro, que recebe toda a carga dos esgotos da cidade sem o menor tratamento. O Poções é nada mais nada menos o reservatório receptor das águas que virão do São Francisco pelo Eixo Leste, águas que de lá seguirão para os açudes de Boqueirão e Acauã, vitais para o abastecimento de Campina e região.
O problema é que não se sabe até aqui de qualquer atitude, ato ou projeto do governo estadual ou local pra resolver esse problema. E só temos dois anos para tanto, porque até lá será concluído o canal de 34 km que vai ligar o reservatório Barro Branco, em Custódia (PE), ao açude de Monteiro.
O que precisa ser feito ‘pra ontem’
O Governo do Estado precisa se mexer e começar a tomar urgentemente as seguintes providências recomendadas por Quintans (alguns tópicos estão com o texto do relatório dele; outros, com o jeito do colunista):
• desassorear o Rio Piranhas para que possa receber águas do Rio São Francisco, sem inundar as Várzeas de Sousa;
• licitar, contratar e executar obras para tratamento de esgotos sanitários de 54 municípios que serão contemplados diretamente com as águas transpostas;
• analisar e encaminhar soluções, com a necessária antecedência, para a questão fundiária das terras marginais dos rios Paraíba, Piancó, Piranhas e Peixe, caso contrário pode ter brigas das grandes pela água da transposição;
• definir pontos de retirada d’água ao longo do Rio Paraíba, para evitar repetição do desvio que acontece atualmente no Canal da Redenção;
• fortalecer a Aesa para que ela possa elaborar competentemente um modelo de Gestão das Águas do São Francisco na Paraíba;
• botar a Cagepa ‘na roda’, porque, salvo se criarem outra agência ou empresa, será a velha Companhia responsável pela distribuição das águas transpostas no Estado;
• criar em caráter prioritário um grupo de trabalho multidisciplinar, para estabelecer um cronograma de trabalho, com metas a serem alcançadas, visando solver problemas ambientais nos mananciais e nos rios receptores das águas do São Francisco.
Além do Açude Poções e os rios Paraíba e Piranhas, temos problemas nas barragens de Acauã e Engenheiro Ávidos, nos rios do Peixe e Piancó e nos açudes Coremas, Mãe d’Água, São Gonçalo e Lagoa do Arroz.
MI: “mais de 43% de avanço”
O Ministério da Integração informa em seu portal que as obras do Projeto São Francisco estão em andamento e apontam mais de 43% de avanço. “Atualmente empregam mais de 4 mil trabalhadores e este número deverá subir para 6 mil nos próximos meses”, diz.
“Operários já trabalham 24 horas para acelerar ainda mais as obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Novas frentes de serviço também estão sendo criadas para que as metas de conclusão sejam cumpridas. Dois trechos do Eixo Norte já contam com trabalhos noturnos: o lote 8, em Salgueiro (PE), e o lote 14, em São José de Piranhas (PB)”, acrescenta.
Rubens Nóbrega
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Exército entrega obras do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco em Cabrobó
Publicação: 20/06/2012 20:40 Atualização: Jornal do Comércio
Nesta quarta-feira (20), após terem sido investidos R$ 143,2 milhões, o Exército Brasileiro entregou as obras do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco ao Ministério da Integração Nacional, em Cabrobó, no Sertão de Pernambuco.Um canal de aproximação com 2.080 metros, entre o rio São Francisco e a primeira estação de bombeamento (EB1), com profundidade de 8 a 14 metros foi concluido. A barragem Tucutú, com 1.790 metros de extensão, possui 22 metros de altura e capacidade de captação de 25 metros cúbicos de água. Previsto para ser concluído em 2015, o Eixo Norte vai beneficiar mais de 7,1 milhões de pessoas nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
As obras começaram há cinco anos e foram executadas diretamente pelo 2º Batalhão de Engenharia de Construção pertencente ao 1º Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Nordeste. As estruturas foram concluídas em maio deste ano e cerca de 1,8 mil pessoas, entre militares e civis, trabalharam na construção.
Na cerimônia de entrega das obras em Cabrobó (PE), o secretário de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional, Francisco Teixeira, falou dos prazos de entrega do restante da obra e das medidas para agilizar a conclusão do Projeto São Francisco. Os serviços remanescentes de alguns contratos paralisados estão sendo reativados e novas licitações para, até o final de setembro, serão feitas. A previsão é concluir o Eixo Norte na sua totalidade até o final de 2015, e o Eixo Leste até o final de 2014.
Projeto de Integração do Rio São Francisco - Vai levar água para 12 milhões de pessoas em 390 municípios dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. É uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sob responsabilidade do Ministério da Integração Nacional. As frentes de serviço nos dois eixos do projeto (Leste e Norte) chegam a 700 km de extensão, incluindo canais, barragens, estações de bombeamento, aquedutos e túneis. Ainda em 2012, as diversas estruturas serão testadas num projeto piloto de 16 km em Floresta (PE).
sábado, 10 de março de 2012
Custo da transposição do São Francisco tem aumento bilionário
O projeto, que inicialmente era orçado em R$ 4,6 bilhões, agora custa 77,8% mais caro: R$ 8,18 bilhões, de acordo com o relatório do Ministério do Planejamento. Diante da estimativa anterior de R$ 6,85 bilhões, feita em 2011, o reajuste é de 19,4%.
PAC 2 tem 21% de seu orçamento executado em 2011, diz governo
O governo diz que as alterações são resultado do melhor detalhamento das obras pelos projetos executivos e de mudanças na metodologia de acompanhamento.
Em 2011, o PAC 2 teve R$ 204,4 bilhões executados, de um total de R$ 955 bilhões previstos até 2014. Isso significa que 21% do orçamento do programa foi executado no ano passado.
Segundo balanço de um ano da segunda etapa do programa, divulgado na quarta-feira (7) pelo Ministério do Planejamento, a maior fatia do dinheiro foi para financiamento habitacional: R$ 75,1 bilhões. Foram R$ 60,2 bilhões executados por empresas estatais, R$ 35,3 bilhões pelo setor privado, e R$ 20,3 bilhões são recursos do Orçamento Geral da União.
Leia a reportagem completa na Folha deste sábado, que já está nas bancas.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Ministro Fernando Bezerra apresenta pela 1ª vez metas do governo para Transposição
27/02/12 - 08:48 - Atualizado em 27/02/12 - 15:08
“Esta é uma obra histórica e modificará o rumo do semi-árido do Nordeste” comentou
O Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, abriu o Seminário Transposição – O que fazer quando a água chegar?, que acontece no Hotel Hardman. O evento é uma iniciativa do Grupo WSCOM, através da Revista NORDESTE, com apoio do Ministério da Integração. Durante sua apresentação, o ministro destacou que está é a primeira vez que o governo apresenta as metas da obra. Com auditório superlotado, o seminário contou ainda com palestras da presidenta da AESA, Ana Torres, do senador Cássio Cunha Lima, arcebispo da Paraiba, Dom Aldo Pagotto e do presidente da FAMUP, Buba Germano, além de deputados, vereadores, secretários de governo, prefeitos, etc.
O diretor presidente do Grupo WSCOM, jornalista Walter Santos, fez a abertura do evento e destacou a importância deste tipo de discussão. "A Revista NORDESTE e o Grupo WSCOM vão estar sempre protagonizando estas discussões que visam o desenvolvimento da Região e da Paraíba".
"Está apresentação foi feita a presidenta Dilma em Floresta-PE, mas lá não tinha a presença da imprensa", declarou.
Bezerra revelou que 1/3 da obra já está realizada e que os próximos 2/3 devem ser concluídas nos próximos três anos. No eixo norte que abrange a Paraíba na cidade de São José de Piranhas, o ministro revelou que foi o trecho que enfrentou mais problemas na execução do projeto original e por isso, o governo decidiu encerrar o contrato e abrir nova licitação. "Esperamos reiniciar este trecho até o final deste primeiro semestre".
Ele destacou que na Paraíba 127 cidade serão beneficiadas pela Transposição e mais de 2,6 milhões de pessoas serão atingidas.
Confira as metas do governo federal para a Transposição para o ano de 2012:
- Conclusão da retomada das obras: remobilização dos lotes 1, 2 e 10 (jan) e lotes 9, 12 e 13 (fev)
- Contratação das obras do Lote 5 em abril (já em licitação)
- Conclusão da Meta 1 (projeto piloto) no 4º trimestre (captação até Barragem Areias em Floresta/PE)
- Constituir o ente Operador e Aprovar o Plano de Gestão Anual (PGA)
- Realizar a licitação dos serviços remanescentes:
Eixo Leste (220 km):
Meta 1 (16 km) – projeto piloto: 1º trimestre (captação – Barragem Areias/PE)
Meta 2 (167 km) – 1º trimestre (Barragem Areias/PE – Barragem Barro Branco em Custódia/PE)
Meta 3 (34 km) – 2º trimestre (Barragem Barro Branco/PE – Barragem Poções em Monteiro/PB)
Eixo Norte (402 km):
Meta 1 (141 km) – 1º trimestre (captação – Barragem Jati em Jati/CE)
Meta 2 (29 km) – sem serviços remanescentes
Meta 3 (82 km) - 3º trimestre (Barragem Porcos – Barragem Caiçara em São José de Piranhas /PB)
Ramal do Agreste/PE: publicação do edital no 1º trimestre
Publicação do edital para recuperação dos açudes que receberão as águas do PISF
APOIO - O seminário contou com a participação do SEBRAE/PB e da Assembléia Legislativa do Estado.
da Redação
WSCOM Online
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Transposição: Dom Aldo Pagotto cobra ações do Governo do Estado e Prefeituras
Arcebispo é um dos particpantes do seminário ‘Transposição do São Francisco - O que Fazer Quando a Água Chegar?’
Na próxima semana, no dia 27 de fevereiro, acontece em João Pessoa o seminário ‘Transposição do São Francisco - O que Fazer Quando a Água Chegar?’. Durante o encontro, estarão presentes o Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho; o Arcebispo da Paraíba e presidente do Comitê Pró-Transposição das águas do Rio São Francisco, Dom Aldo Pagotto; senador Vital do Rêgo; secretário do Estado dos Recursos Hídricos, João Azevêdo; diretor presidente da Agência Nacional das Águas, Vicente Andreu Gillo; e o senador Cássio Cunha Lima.
De acordo com a programação do evento, o segundo painel será presidido pelo Arcebispo da Paraíba, e terá como tema ‘Mobilização Social: Dificuldades x Reforço cobrando soluções’. Dom Aldo declarou o prazer de fazer parte do seminário, e destacou que é muito importante que a população seja envolvida nesse processo.
Sobre o Comitê Pró-Transposição, Dom Aldo revelou que ele não tem poder de decisão, poder político ou econômico: “Nossa função é entusiasmar e fazer com que o poder público se envolva nesse processo de vinda das águas do São Francisco, preparando a infraestrutura necessária para isso”.
“As águas não devem ser usadas apenas para abastecer as casas das pessoas, e sim para promover também o crescimento dessas cidades através de projetos para o desenvolvimento da agricultura, entre outras áreas”, explicou.
A respeito do atraso das obras de transposição, Dom Aldo Pagotto, disse que a Paraíba não está cumprindo o seu “dever de casa”, e chamou a atenção do Governo do Estado e das Prefeituras. “É uma vergonha para a Paraíba. Assim com o Estado, os municípios também têm responsabilidade por esse atraso”, finalizou.
da Redação
WSCOM Online
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Transposição do São Francisco e Transnordestina dão o traçado para o futuro da região
Da redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
O objetivo: a assegurar o fornecimento de água a cerca de 12 milhões de habitantes de 390 municípios do Agreste e do Sertão dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, considerados os mais vulneráveis à seca, e assegurar o desenvolvimento sócio-econômico da região. Se a meta já impressiona, o projeto assume uma magnitude comparável a poucas obras de infraestrutura no Brasil. A transposição do rio São Francisco, cuja função é integrá-lo às bacias dos rios temporários do Semi-árido, pretende criar uma nova rede de distribuição da água do Velho Chico, interligando-o aos grandes açudes do Nordeste Setentrional. O projeto é orientado em duas frentes: os chamados Eixo Norte e Eixo Leste. Em Pernambuco, os Eixos Norte e Leste, ao atravessarem o seu território, servirão de fonte para adutoras já existentes ou em projeto, responsáveis pelo abastecimento de populações do Sertão e do Agreste: Adutora do Oeste, Adutora do Pajeú, Adutora Frei Damião e Adutora de Salgueiro.
Rio da integração nacional, o São Francisco, descoberto em 1502, foi assim batizado por ter sido a ligação inicial do Sudeste e do Centro-Oeste com o Nordeste. Desde as suas nascentes, na Serra da Canastra, em Minas Gerais, até sua foz, na divisa de Sergipe e Alagoas, ele percorre 2.700 km. Ao longo desse percurso, que banha cinco estados, o rio se divide em quatro trechos: o Alto São Francisco, que vai de suas cabeceiras até Pirapora, em Minas Gerais; o Médio, de Pirapora, onde começa o trecho navegável, até Remanso, na Bahia; o Submédio, de Remanso até Paulo Afonso, também na Bahia; e o Baixo, de Paulo Afonso até a foz.
Atualmente, 95% do volume médio liberado pela barragem de Sobradinho no rio - 1.850 metros cúbicos por segundo - são despejados no oceano e somente 5% são consumidos ao longo do seu curso. Nos anos chuvosos, a vazão de Sobradinho chega a ultrapassar 15 mil metros cúbicos por segundo, e todo esse excedente também vai para o mar. Com a integração do Rio São Francisco às bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional, o Governo Federal espera, além de estruturar o abastecimento na região, fomentar atividades econômicas, especialmente a irrigação no Vale do São Francisco – grande produtora de frutas para exportação e geradora de emprego e renda - cuja área irrigada pode ser expandida para até 800 mil hectares.
O Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional é considerada pelo governo como a mais importante ação estruturante da política nacional de recursos hídricos.
| Extensão | Cerca de 700 km |
|---|---|
| Investimento | R$ 6,8 bilhões |
| Eixos | Norte – captação em Cabrobó (PE), percorrerá 402 km até os rios Salgado e Jaguaribe (CE), Apodi (RN) e Piranças-Açu (PB/RN). Conclusão: dezembro de 2015. Leste – captação no lago de Itaparica, em Floresta (PE), percorrerá 220 km até o rio Paraíba (PB). Conclusão: dezembro de 2014. |
| Situação das obras | Dos 16 lotes existentes, 10 estão em atividade. Dos 6 restantes, o 9 e o 13 devem ser remobilizados em fevereiro; o 3 e o 4 terão os contratos rescindidos; e o 5 está em processo de licitação. |
Do Sertão até o mar
De um lado, uma intensa produção agrícola e mineral. Do outro, a mais de mil quilômetros de distância, dois grandes portos profundos capazes de escoar milhões de toneladas de matérias primas e gêneros alimentícios para exportação. No meio deles, uma ferrovia que nasceu com o intuito de dar início a um longo ciclo de desenvolvimento para o Nordeste. Essa é a função da Transnordestina, cujo percurso vai ligar o município de Eliseu Martins (PI) aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), chegando até Porto Real do Colégio (AL), onde se interligará à Ferrovia Centro-Atlântica. No percurso, de 1.728 quilômetros, estão várias cidades e polos produtores, especialmente de soja, milho, algodão, frutas, biocombustível, minério de ferro e gipsita.
As projeções da ferrovia apontam para o transporte de cerca de 27 milhões de toneladas em 2020. A construção foi iniciada em 6 de junho de 2006 e sua conclusão do primeiro trecho prevista para este ano.
As obras, orçadas em R$ 5,4 bilhões, já têm 98% das desapropriações concluídas e 65% das obras de arte e infraestrutura (pontes, túneis, viadutos, aquedutos) finalizadas, segundo a Transnordestina Logística, responsável pela sua construção. No trecho entre Eliseu Martins e Suape, mais de 40% da obra já está executada.
Até janeiro, foram executados R$ 3 bilhões do total de recursos estimados. O dinheiro é oriundo de várias fontes de financiamento, incluindo FNDE, Finor, BNDES, BNB, Valec e recursos próprios da Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN).
| Extensão | 1.728 km de construção / 560 km de recuperação / Total: 2.288 km |
|---|---|
| Investimento previsto 2007-2010 | R$ 5,42 bilhões |
| Fonte de financiamento | FDNE/Sudene 2.672.400.000 FNE/BNB 180.000.000 Finor 823.000.000 BNDES (financ. à CSN) 675.000.000 CSN 681.600.000 BNDES 225.000.000 Governo federal 164.600.000 Total 5.421.600.000 |
| Empregos | Durante a construção: 70 mil Total: 550 mil (diretos e indiretos) |
| Trechos previstos | Missão Velha (CE) / Salgueiro (PE) - construção - 96 km Salgueiro (PE) / Trindade (PE) - construção - 163 km Salgueiro (PE) / Suape (PE) - construção - 522 km Missão Velha (CE) / Pecém (CE) - construção e remodelagem - 527 km Trindade (PE) / Eliseu Martins (PI) - construção Cabo de Santo Agostinho (PE) / Porto Real do Colégio (AL) - recuperação - 560 km |
| Em operação, a Transnordestina Logística terá | 110 locomotivas (em 2020) 2.700 vagões (em 2020) 900 mil toneladas de capacidade estática de armazenagem para grãos nos terminais portuários de Suape e Pecém |
| Principais cargas | Álcool, Algodão (caroço e pluma), Argila, Arroz, Biodiesel, Cal, Cimento, Contêineres, Diesel, Farelo de soja, Fertilizantes, Gasolina, Gesso, Gipsita, Milho, Óleo de soja, Soja, Minério de ferro |






